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domingo, 14 de agosto de 2011

VARIAS II

"Muito elogio é como botar água demais na flor. Ela apodrece."

Clarice Lispector (1920-1977), escritora brasileira nascida na Ucrânia, no livro Clarice, de Benjamin Moser (Cosac Naify).

"Raras são as eminências: modere-se a estimativa. O encarecer é parente do mentir, e nele se perde o crédito de bom gosto, que é grande, e o de douto, que é maior."

Baltasar Gracián y Morales (1601-1658), escritor, filósofo e jesuíta espanhol.

"A sinceridade e a generosidade, se não forem temperadas com moderação, conduzem infalivelmente à ruína."

Tácito (cerca de 56-120), orador e historiador romano.

"Os sábios duvidam mais que os ignorantes; daqui provém a filáucia destes e a modéstia daqueles."

Mariano da Fonseca, marquês de Maricá (1773-1848), político carioca.

"O espelho é ainda mais infiel que a memória humana."

Cecília Meireles (1901-1964), poeta carioca.

"O gênio e a originalidade são joias que devem ser trancadas e guardadas para com elas adornar-se em certos dias."

Honoré de Balzac (1799-1850), escritor francês, no livro Máximas e Pensamentos de Honoré de Balzac (Martins Fontes).

"O que torna a vaidade alheia insuportável para nós é o fato de ferir a nossa."

François Poitou, o duque de La Rochefoucauld (1613-1680), escritor, crítico e aforista francês.

"De todas as características que são vulgares na natureza humana a inveja é a mais desgraçada; o invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja."

Bertrand Russell (1872-1970), filósofo, matemático, político liberal e escritor inglês.

"Na competição por prestígio parece mais sensato tentarmos aperfeiçoar a nossa imagem em vez de nós próprios."

Daniel J. Boorstin (1914-2004), historiador e escritor britânico.

"Se uma pessoa quiser, durante muito tempo e persistentemente, parecer alguma coisa, consegue-o pois acaba por se lhe tornar difícil ser qualquer outra coisa.

Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão.

"Raras são as visões intelectuais bastante agudas e poderosas para romper através da neblina e surpreender as linhas exatas, o verdadeiro contorno da realidade."

Eça de Queiroz (1845-1900), escritor português.

"A certeza é fatal. O que me encanta é a incerteza. A neblina torna as coisas maravilhosas."

Oscar Wilde (1854-1900), escritor, poeta e dramaturgo irlandês.

"A verdade é que todo mundo mente.

Luis Felipe Angell, o Sofocleto (1926-2004), humorista peruano.

"O teatro foi a primeira invenção humana."

Augusto Boal (1931-2009), dramaturgo carioca.

"Tudo aquilo que engana parece liberar um encanto. "

Platão (427-347 a.C.), filósofo grego.

"De cada amor tu herdarás só o cinismo."

Agenor de Oliveira, o Cartola (1908-1980), compositor e cantor carioca, na canção O Mundo É um Moinho.

"Fiz um samba-canção/ das mentiras de amor/ que aprendi com você."

Antônio Carlos Jobim (1927-1994), mais conhecido como Tom Jobim, músico, compositor e cantor carioca, na canção Ligia.

"Atores miseráveis que já não querem deixar os seus papéis gloriosos, somos, para nós mesmos, seres nos quais dorme, amalgamado, o cortejo ingênuo das possibilidades das nossas ações e dos nossos sonhos."

André Malraux (1901-1976), escritor francês
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